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03/04/2013 - Blog do Jeriel - http://blogdojeriel.com.br/2013/04/projeto-imagem-campanha-gaucha-guatambu-estancia

Guatambu no Blog do Jeriel

Em continuação às visitas realizadas nas vinícolas da Campanha Gaúcha a convite do IBRAVIN  no período de 4 a 8 de março de 2013, sob a condução dos jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus, o grupo de blogueiros e jornalistas de diversos Estados do Brasil (Recife, Fortaleza, Salvador, Espírito Santo e  São Paulo), esteve na tarde do dia 6 de março na nova sede da vinícola Guatambu Estância do Vinho (município de Dom Pedrito, BR 293, km 264 tel. 53 32433253 e 3503 1227), onde foram recebidos pelo proprietário Valter José Pötter e família.

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A Diretora Gabriela Pötter e sua mãe, Nara Maria Pötter na entrada da vinícola que será inaugurada no fim do mês de maio de 2013

Sobre a Estância Guatambu

Situada em Dom Pedrito, no coração do pampa gaúcho, a Estância Guatambu é uma empresa familiar dedicada a gerar produtos primários e agroindustriais, na qual o empresário Valter Pötter envolveu a família nas diferentes etapas do processo produtivo,  contando com a ajuda de várias mulheres: a esposa Nara Maria e as filhas Isadora, que é advogada, Mariana, psicóloga, e Raquel e Gabriela, ambas engenheiras agrônomas.

Com aptidão de solo e clima privilegiados, a estância produz uma grande diversidade de produtos. Destaca-se pela utilização de tecnologia de ponta, tanto na agricultura quanto na pecuária, sendo suas atividades centradas na integração de ambas. A pecuária de corte é desenvolvida com bovinos Polled Hereford e Braford, em ciclo completo, e ovinos Texel. Os produtos desta atividade são touros reprodutores superiores e carne de alta qualidade proveniente de animais precoces abatidos dos 14 aos 24 meses de idade, além dos cordeiros pampeanos.

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Na agricultura, destaca-se a produção de arroz irrigado, milho irrigado com pivô central, soja, sorgo, sementes forrageiras e uvas viníferas. Em 2009 a Guatambu intensificou suas atividades na vitivinicultura, iniciada em 2003, estreando na produção de vinhos finos com o lançamento do vinho Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon, com 6 mil garrafas  produzidas com uvas próprias de um de 7,5 hectares e, esse ano, inaugurará a primeira vinícola enoturística na Região da Campanha Gaúcha.

Logo na entrada,e cima se pode visualizar toda a adega

Algumas informações do terroir local 

Gabriela Pötter, Diretora Técnica da vinícola,  salientou que alguns dos municípios que compõem a Campanha Gaúcha como Santana do Livramento, Bagé e Dom Pedrito estão na latitude 31°, a mesma da Argentina, África do Sul, Austrália e Chile. O solo é arenoso com pedra, altíssima insolação, 15°C de amplitude térmica, chegando a temperatura à noite até 13ºC. Realiza-se a irrigação por gotejamento favorecida por solos bem drenados, com rochas originais de 2,5 milhões de anos de idade. A Guatambu possui 20 hectares de vinhedos nos quais cultiva as  variedades: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo e Tannat. A equie de enólogos está constituída por Ariel Leonardo Pereira e Alejandro Cardoso. A seguir a relação dos vinhos degustados:

Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon

Guatambu Estância do Vinho Sauvignon Blanc

Guatambu Estância do Vinho Gewürztraminer (amostra de cuba de aço inoxidável)

Espumante Guatambu Extra Brut Chardonnay

Espumante Luar do Pampa Gewürztraminer Champenoise

No centro, Walter Peterle, da Guatambu

No centro, Valter Pötter, da Guatambu

Espumante Guatambu Extra Brut Chardonnay – Palha Claro. Perlage diminuto.  Aromas abertos com notas de bolacha, fermento sobre leve fruta tropical.  Final limpo, persistente, marcante. Avaliação: 88/100 pts.

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Espumante Guatambu Nature – preço: R$ 52,40 na origem – método champenoise, autólise 12 meses. Na flûte exibiu cor palha Claro. Perlage com borbulhas de tamanho pequeno. Nos aromas notas de ameixa branca, pêra sobre leveduras. Na boca é um espumante cremoso, volumoso, denso e de ótimo frescor. Seu final é de média intensidade e remete o degustador às sensações olfativas iniciais. Avaliação: 89/100 pts.

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Guatambu Luar do Pampa Gewürztraminer 2011 – álcool: 12,7% – amarelo com reflexo dourado. Aromas pouco intensos mas típicos da casta com pétalas de rosa, nêspera (ameixa branca) e lichia. Na boca a sua entrada revela um vinho fresco, de boa densidade, macio com boa persistência e toques de mel no retrogosto. Avaliação: 87,5/100 pts. 

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Guatambu Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon 2011 – álcool: 13%  – variedades: Tannat (3%) e o restante Cabernet Sauvignon – vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Aromas que remetem diretamente aos descritores típicos da casta no Novo Mundo com sugestões herbáceas e condimentadas. Boca com taninos sedosos, discreta sobra de álcool, alguma fruta negra para confirmar sua boa tipicidade. Final intenso, marcante, cheio de personalidade. Avaliação: 88/100 pts.

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Vinícola Guatambu implementa o PAS para reforçar a qualidade de seus produtos

Sobre o PAS

O PAS é um projeto desenvolvido pelo Sistema S (Senac, Sesc, Senai, Sesi, Sebrae, Senar e Senat) e tem o objetivo de reduzir os riscos de contaminação de alimentos para os consumidores, reduzir os custos, aumentar a segurança e a qualidade dos alimentos produzidos pelas empresas ampliando sua competitividade e orientar empresariado sobre a responsabilidade do seu negócio. Para alcançar essa meta, o programa oferece capacitação e consultoria para as empresas urbanas e rurais, que identificam os perigos à segurança do alimento desde a obtenção da matéria-prima até o consumo, estabelecendo medidas de controle e monitoramento para obtenção de um alimento de qualidade. “A novidade para a vitivinicultura é o lançamento da metodologia PAS aplicada especificamente para a setor”, explica a consultora do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) que acompanha o programa, Janine Basso Lisboa.

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A Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, utiliza o PAS (Programa de Alimentos Seguros) na produção de suas uvas e vinhos para proporcionar ao consumidor o acesso a um alimento sadio, que tenha sido produzido, processado e comercializado de forma segura e com qualidade. A Guatambu participou da etapa piloto de implementação do projeto em vinícolas brasileiras, e será auditada até final de março. A etapa das Boas Práticas Agrícolas (BPAs) realizou-se em agosto do ano passado e atualmente está sendo concluída a implantação das Boas Práticas de Elaboração (BPE) e do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Desenvolvido e mantido pelas entidades integrantes do Sistema S (Senai, Sebrae, Sesi, Sesc e Senac), o programa visa promover a saúde pública, a qualidade de vida e a competitividade empresarial por meio da certificação de produtores rurais e de empresas de todo o país que atuam na cadeia produtiva de alimentos.

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O PAS atua na gestão do controle dos riscos e perigos que envolvem a produção e comercialização alimentícia. O programa atua de forma preventiva com base no monitoramento de todas as etapas onde há manipulação de alimentos, através de registros que comprovam a segurança dos produtos. Entretanto, os resultados obtidos extrapolam sua finalidade inicial. “Outros fatores positivos surgiram com o PAS, entre eles a credibilidade do programa no mercado. Como os procedimentos são padronizados, o programa ajuda no controle da higiene e na manipulação dos alimentos, aumenta a segurança dos clientes quanto à qualidade dos produtos, reduz os riscos de contaminação no processamento além de proporcionar a melhoria de processos”, enumera Hulda Oliveira Giesbrecht, responsável pela área tecnológica do PAS e representante do programa no Sebrae.

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O processo de implantação do PAS inicia pela conscientização dos diretores e colaboradores da vinícola, com uma série de treinamentos para mostrar a importância dos Procedimentos Operacionais Padronizados, Registros e Instruções de Trabalho. A mudança começa desde o uso de uniforme e EPI (Equipamento de proteção individual) até questões mais complexas.

“O PAS chegou no momento certo: na hora em que projetávamos não só o prédio da vinícola, mas também o nosso crescimento estrutural. Ele facilita o trabalho e proporciona segurança para o consumidor e também aos funcionários, além de ser um caminho para implementarmos as ISOs”, avalia a engenheira agrônoma e enóloga e uma das proprietárias da vinícola, Gabriela Pötter, responsável pela implantação do projeto na empresa.

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Conclusão

A Guatambu está no caminho certo. Seus vinhos falam por si. Cheios de tipicidade, balanceados, frescos e o principal: sua qualidade expressa com fidelidade o promissor terroir local. E, como não poderia deixar de ser, novamente os espumantes se destacaram comprovando que além das tintas Cabernet Sauvignon e Tannat, brancas como Gewürztraminer e Chardonnay são aptas para a produção desse tipo de vinho (pudemos provar uma amostra do espumante de Gewürztraminer que se revelou interessante). Agora, boa notícia mesmo será o enoturismo, que começará no fim de maio, às portas do inverno que como sabemos costuma ser rigoroso na região, uma ótima oportunidade para beber os tintos da Guatambu que são bem feitos, principalmente o Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon, grande destaque da vinícola. Guatambu Estância do Vinho: muita gente está acreditando nesta idéia alicerçada em bases mais do que sólidas, de um grupo empresarial de nítida índole familiar que sempre se destacou naquilo que fez e que continua a fazer e a vinícola parece estar plenamente inserida neste caminho: Guatambu, muita gente já conhece; muito mais gente vai ouvir falar nestes vinhos – http://estanciaguatambu.com.br.

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